segunda-feira, 11 de julho de 2011

Por que não responsabilizar às Indústrias de Bebidas Alcóolicas pelos danos à saúde pública?



ENXUGANDO GELO
postado por Sandra UGA 2/09/2011


 Existem várias entidades assistenciais que cuidam de dependentes químicos e alcoólicos, mas a demanda é bem maior do que os estabelecimentos podem suportar. Não existe uma infraestrutura que acolha pelo menos mais da metade desses indivíduos e a maioria não tem nenhuma condição de pagar um tratamento adequado. Todo esse trabalho, tratamentos e Prevenção ao uso indevido de drogas e álcool é muito válido, mas me desculpem sinto que estamos enxugando gelo, se não fizermos alguma coisa para responsabilizar os FABRICANTES DE BEBIDAS ÁLCOOLICAS e GRANDES DISTRIBUIDORAS, que têm livre acesso na mídia estimulando e fazendo mais adeptos desta droga lícita que infesta a sociedade, iludindo todo mundo, não conseguiremos chegar a lugar nenhum, sinto muito, mas temos que combater o mal pela raiz e fazer com que os FABRICANTES E DISTRIBUIDORES arquem com a responsabilidade e ajudem financeiramente com o tratamento de dependentes alcoólicos e construam centros de apoio também, não basta o aviso para beber com moderação é preciso muito mais, responsabilizar todo e qualquer fabricante e distribuidor de produtos que viciem ou que estimulem ao vício, ai sim poderemos trabalhar com a certeza de levarmos uma esperança para tantos cidadãos que porventura tenham a infelicidade de cair neste poço sem fundo. E estamos falando de jovens, bem jovens, desses que bebem para se descontrair ou se enturmarem, de todo um estimulo que recebe na mídia, na facilidade de encontrar álcool em qualquer esquina, isto é um fato e pelo visto teremos que conviver com este fato para sempre, mas poderemos fazer alguma coisa em relação aos estragos que o vício ou mesmo o efeito devastador para qualquer pessoa que passe do limite adequado para se beber com moderação transferindo a responsabilidade para que os fabricantes e distribuidores tenham que custear o tratamento dessas pessoas que são iludidas com falsas expectativas quanto a sua apresentação para a sociedade sendo uma pessoa descolada e cai na armadilha do álcool. Temos que investir também no autoconhecimento e instruirmos principalmente os jovens quanto o perigo que o álcool produz para o corpo e para a mente, desestabilizando o individuo e em muitos casos provocando acidentes até fatais. O que mais vemos todos os dias nas TVs são os apelos ao uso de álcool, desta forma fica difícil fazer qualquer trabalho de prevenção já que a mídia é muito mais apelativa e chega há um número incalculável de pessoas.

Fica aqui um apelo para as autoridades olharem com carinho a raiz do problema das drogas lícitas como o álcool e entenderem que quem fabrica e distribui deve ter uma parcela maior no tratamento e assistência às vítimas deste mal do século que é a droga, seja ela lícita ou não, o que importa para nossa sociedade é acabar com a impunidade e para quem faz o mal deve arcar com a responsabilidade de seus atos.
Sandra UGA  


Por que não responsabilizar às Indústrias de Bebidas Alcóolicas pelos danos à saúde pública?
 Não entendo por que ainda o governo não toma nenhuma atitude quanto aos fabricantes de bebidas alcóolicas. Nem precisa enumerar a quantidade de itens que fazem mal para a saúde levando facilmente e legalmente ao vício e descontrole no consumo, além disso, gerando incontáveis prejuízos para a sociedade. 
As Indústrias e Fábricas de bebidas Alcóolicas devem custear o tratamento de jovens e adultos que são vítimas desse mal social que é beber para descontrair e caí nessa armadilha, que mata milhares de pessoas principalmente em desastres automobilísticos, brigas e em médio prazo gerando doenças e a morte por consequência.  
Beber é cultural no mundo todo, mas não podemos fazer dessa atitude uma forma para se matar e destruir a vida.
Os jovens precisam de muita orientação sobre os malefícios que as bebidas alcóolicas geram e as instituições educacionais devem investir nesta abordagem com muita frequência para ajudar na conscientização desse mal que vem arruinando a juventude sem QUE OS CAUSADORES DESTE INFORTÚNIO TENHAM ALGUMA RESPONSABILIDADE  OU OBRIGAÇÃO para com as vítimas de seu consumo.  
Um Mundo Melhor se faz com ATITUDES que possibilitem um maior número de pessoas viverem dignamente.
Sandra UGA
 Sandra UGA

Por que, afinal, é tão difícil beber com moderação?


Pesquisadores da Universidade de Washington resolveram fazer um estudo visando responder à seguinte questão: se todo mundo sabe que beber demais em uma noite causa vômitos, lapsos de memória, ressacas ou algo ainda pior, por que é tão difícil não exagerar nos drinques?
A resposta, segundo os cientistas, é psicológica e “cultural”. Aparentemente, o fato de passar mal de tanto beber, em uma noite, não traumatiza o indivíduo, que já está psicologicamente pronto para outro porre na ocasião seguinte. Ressacas, portanto, não ficam marcadas no cérebro humano como experiências negativas muito fortes.
Para chegar a essa premissa, os pesquisadores reuniram 500 estudantes da própria Universidade de Washington. Todos os pesquisados responderam como foi viver uma série de coisas que podem acontecer a um ser humano bêbado. Desmaios, brigas, ressacas, faltas a aulas ou ao trabalho, perda ou roubo de objetos, tudo era relatado pelos estudantes. Os aspectos positivos, em contrapartida, também foram observados: os estudantes não se esqueceram das ocasiões em que a bebida os ajudou a se inserir em grupos sociais e ter sucesso em encontros amorosos.
A surpresa da pesquisa foi a seguinte: aqueles que tiveram experiências ruins as avaliaram como não sendo menos ruins, e menos prováveis de ocorrer, do que aqueles que não passaram por maus bocados. Ou seja, quem sofreu garante que a bebida não traz problemas, e quem nem chegou a sofrer é mais cauteloso.
Basicamente, o que acontece é o seguinte. Se você presencia um porre alheio, pensa automaticamente que “isso nunca vai acontecer comigo”. Se você próprio atravessa essa experiência, está de ressaca na manhã seguinte e pensa que “nunca mais vai beber tanto assim”. Mas a promessa, geralmente, não se cumpre em ambos os casos.
Dessa forma, segundo indicam os cientistas, o caminho para diminuir o alcoolismo entre os jovens é fazê-los “compreender”, neurologicamente falando, os aspectos negativos da bebida. O desafio é convencer o cérebro de que os fatores negativos de um porre pesam mais na balança em relação aos positivos. [LiveScience]

DROGAS - LEGAL É PREVENIR - MUDANÇA DE ATITUDES É ESSENCIAL.
José Antônio Zago joseantoniozago@ig.com.br
http://adroga.casadia.org/tratamento/Dependente_na_ativa.htm
O dependente químico na ativa é a pessoa que está fazendo o abuso de álcool e de outras drogas, o real é ter a obsessão que é a idéia fixa por droga, e a compulsão é quando inicia e não consegue parar. Com isso o dependente apresenta uma doença incurável, de decadência física, mental, emocional e espiritual e poderá ter um amargo fim ;- prisão, instituições [ internações em hospitais ] ou a morte.
Antigamente o uso de drogas era um elemento de integração. Utilizada na maioria das vezes por adultos, com objetivos místicos, religiosos, intelectuais ou guerreiros por certos grupos e em certas circunstâncias. A droga estava inserida num momento sócio-cultural, ou seja, a maconha era utilizada no oriente, o álcool no ocidente.


Atualmente o uso de drogas é um elemento de desintegração, ocupando o espaço da intimidade das relações entre a pessoas. A droga não é tratada como assunto de saúde pública e sim como uma questão econômica, visto que a plantação, produção e comércio das drogas ocupam o terceiro lugar na economia mundial.
Uma das formas de entender a drogadição é atribuir à droga como o problema fundamental do dependente, por exemplo - a mídia e alguns especialistas descrevem sobre as drogas de uma forma sensacionalistas. Ficando a falsa impressão que o dependente é um ser que aceita sem critica à droga e que está dominado por um vírus. Com isso fala-se muitos nas drogas e talvez seja essas as formas, cremos inconscientes, mais contundentes de propaganda das drogas. Que poder enfim damos às drogas !!!
A função primordial do uso de drogas na sociedade é, antes de obter o prazer, é o de evitar em pensar, é de não sofrer. O uso de drogas é uma tentativa então de não sentir a dor existencial.
Dizer que as drogas é a causa da deterioração da vida é, no mínimo, uma inversão de valores.É o próprio sistema social que cria uma tendência a proliferação da drogadição.


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A droga é apenas uma questão de objeto . Não é a droga que tem o poder, é a pessoa dependente que está fragilizada. Na maneira de compreender a drogadição como manifestação humana, o centro ou o núcleo do enfoque deve ser a existência, estamos interessados na questão humana.
O dependente não adoeceu porque começou a tomar drogas, mais sim por estar adoecido existencialmente bus- cou nas drogas uma ‘solução’ ou ‘cura’ para suas feridas mais íntimas.
Existem pontos significativos da vida do dependente sobre o que entedemos por estar adoecido existencial- mente e para compreensão do lugar da drogadição ocupa na sociedade -
1- Como a prevalência de uma ordem social que tende a hiper racionalização e normatização, nosso comporta- mento deve ser adequado e lógico e nossos sentimentos jogados na lata do lixo ou seja desvalorizados.
2- O ritmo acelerado das transformações, a descartabilidade de objetos e pessoas. Não há tempo e espaço para assimilar e entender de forma produtiva as transformações ocorridas no dia-a-dia.
3-A fragilidade dos laços entre as pessoas, a falta de modelos de identificação dificultam o processo de introdução de valores. Por exemplo, quem confia com orgulho no seu governo ou na polícia ?
4- A medicalização da vida, oriundo da crença dos poderes mágicos dos remédios. Comeu demais, bebe demais, não dorme, está angustiado???. Tem sempre um remédio para sua dor. A substância química substituindo o conforto humano. Não é a toa que o remédio mais consumido dos útimos quinze anos é o diazepan.
5- A atual sociedade consumista, onde as aparências é colocada como fundamental , do que a essência de termos uma vida humilde.



O perverso e o doentio dessa ideologia consumista, é que somos levados a aceitar como natural e verdadeiro que os valores estão nos objetos externos. Quanto mais possui, mais se sente identificada com seu meio social. Só aquilo que possui é que tem valor.
Tal ideologia pode levar a pessoa a ficar distante de seu íntimo, com dificuldade de mostrar-se por inteiro, ficando ausente de uma comunicação para com o próximo. Isso gera um sentimento de vazio, de ausência, de tristeza íntima, porque a riqueza está no exterior. Esse mesmo sentimento de vazio pode estar mais em evidência nas pessoas, que estimuladas ou multissolicitadas ao consumo, não tem acesso a esse consumo, e ainda ficam com a idéia de serem os falidos ou os fracassados da sociedade.
O consumismo faz a pessoa acreditar que as soluções estão no exterior, nos objetos. Sentir-se vazio, em crise, com angústias,é proibido no mundo consumista.Isso explica porque há uma dificuldade muito grande do dependente pedir ajuda, pois tal posicionamento é pensar diferente numa sociedade, que tem solução para tudo. E se esse pedido de ajuda for psicológica ou psiquiátrica, o sentimento de vergonha ou de fracasso é mais intenso ainda.



O consumismo, como ideologia, coloca na mente da pessoa a confusa idéia, de que estar bem de vida é o mesmo de estar de bem com a vida.
A pessoa é induzida desde criança a buscar as soluções de suas dificuldades no exterior, e a busca do seu interior pode tornar-se dolorosa e quase impossível. Numa sociedade consumista que valoriza as aparências exteriores, a tarefa de trabalhar o interior da pessoa é eliminada. Por isso que a droga pode ser eleita como objeto idealizado de "cura" para as crises e dificuldades internas.

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA DOENÇA
Sob o efeito da droga a pessoa percebe-se - onipotente [todo poderoso], viajando, distante dos problemas ou ligado num mundo melhor, escondendo com isso sua insegurança de não saber quem é. A pessoa vai formando um conceito de si mesmo, tendo a droga como liga, se eu uso droga fico numa boa, muito maluco, down e tenho alívio imediato. Caindo num padrão de pensamento seletivo, que é de lembramos das boas experiências sob o efeito de drogas.
No início do processo de dependência, o efeito da droga é de um prazer fugaz, depois de estabelecida a dependência, torna-se escravo da droga e passa então a viver em função dela, necessitando encobrir, sem saber, sua solidão. Porque o que foi apreendido é se de que eu NÃO suportar a dor dos problemas, uso droga e tenho o alívio imediato, e esse processo de continuidade que gera a dependência química, dado pela sistemática -
DOR MAIS DROGA É IGUAL ALÍVIO IMEDIATO MAIS DOR FUTURA E ASSIM CONTINUADAMENTE
Ser escravo de uma droga é em si um projeto suicida. Os modos de vida de um dependente químico na ativa é de descuido com aparência pessoal, acidentes, colocar-se em risco, o furto, o roubo, o estelionato, a prostituição do seu corpo, a perda da moral, da dignidade e do respeito, a habilidade de viver ficou reduzida ao nível animal, bem como a perda seu maior e mais rico patrimônio que é a si mesmo. As funções físicas, mentais e espirituais foram fortementes afetadas pelo uso de drogas.
Esse projeto suicida torna-se um fato quando a pessoa, consciente ou não, tem por término à vida,por exemplo a morte por overdose, ou contrair uma doença orgânica fatal como a AIDS. Constata-se que a drogadição é uma tentativa enganosa de cura para encobrir esse projeto suicida. Assim esse projeto suicida é de uma profunda descrença e desvalorização do viver.
A profunda solidão que o dependente vive é percebida,pois quem elege a droga como modo de anestesiar crises, e na maioria das vezes essa escolha é inconsciente,é para que a sua fragilidade e carência de pessoa não fiquem aparentes para as outras pessoas. Solitário de si mesmo, a droga é a tentativa iludida de encontrar-se.
Existem dependentes químicos na ativa que honestamente se dispõem a deixar as drogas,entretanto não consegue. Porque ocorre as modificações dos valores da sua vida através do avanço da doença, por exemplo a crise de identidade é de não ter os seu VALORES de vida, na falta procura retorná-los e encontra dificuldades, não consegue e volta a usar droga. Está desestruturado, não conseguindo transformar em ação o que tem em idéia que é o desejo de parar de usar droga. Desse modo o dependente mostra adoecido existencialmente, quando amortece as crises do viver buscando solução no exterior, não consegue ajuda no seu interior porque é extremamente trabalhoso. O dependente evita de todas as maneiras em fazer uma reflexão ou pensar, porque dói, estabelecendo uma passagem direta entre o desejo e ação, de parar em usar droga. Aumentando o sentimento de fracasso ou incapacidade de estabelecer um relacionamento verdadeiro com o próximo.
VALORES são organização, confiança, pontualidade, diálogo, solidariedade, humildade, dignidade, responsabilidade, dedicação, respeito, discernimento, disciplina [ responsabilidade das minhas coisas, cumprir tarefas é começar e terminar, assumir compromissos por menor que seja, adiar o prazer ], sinceridade/honestidade [ se não estou sendo sincero/honesto comigo não vou ser com o outro, se tenho um problema vou pedir ajuda ], dificuldades é de não saber lidar com a complexidade da vida, ou seja de lidar com os pontos da vida.



Desse modo fica notório que a drogadição é um projeto suicida, que se manifesta através de atitudes autodesdrutivas ou de suicídios parciais. Tal situação é um viver que não se valoriza e cuja essência colocamos em evidências -
1- Há inúmeras maneiras de se compreender o viver, uma delas é compromisso da pessoa como ser-ao-mundo, entendido como a realização da pessoa que se desenvolve para vida plena à medida que participa construtivamente para a elaboração da sociedade, e esta sociedade retorna para a própria pessoa os ganhos comunitários.
A pessoa que se percebe vazio interiormente pode se reduzir na sociedade consumista, preenchendo-o com o objetos concretos ou em fantasia, ou melhor ainda relaciona-se com objetos.
Qualquer objeto é desprovido de vida, quando usamos um objeto, esperamos um retorno, ainda mais se o objeto é de nossa utilidade.
A droga é um objeto e como tal é, portanto não existe vida própria é inanimada. Assim o dependente químico dá vida a ela e, uma vez ingerida, a droga retorna em destruição ou morte. É uma troca de vida por morte, a ponto de tornar-se escravo dela, transformando-a em senhor, transformando-a na sua melhor companheira e na sua melhor amante. Não é a droga que tem o poder, é pessoa dependente que está fragilizada. Por isso que discussões sobre drogas legais e ilegais, drogas leves ou pesadas, são discussões fúteis.
Contudo, mesmo inconscientemente, o dependente dando vida em troca de morte ou de destruição, é porque intimamente sua vida nada vale ou equivale à morte. Eis o projeto suicida. A dependência de drogas concretiza a desvalorização interior.
Esse projeto suicida coloca a tendência de realização de por término da sua vida, ao mesmo tempo que se nega como ser-ao-mundo. O seu mundo e o núcleo da vida é apenas a droga, é um jeito triste de ser e viver.
2- Na vida as nossas experiências mais profundas são ao mesmo tempo as individuais e as sociais, ou seja tanto do EU como do NÓS, e que ser-ao-mundo é a estrutura da realidade.
Transformando-se em escravo da droga, definitivamente não há lugar para o outro, o semelhante. Na história de vida do dependente, o outro sempre foi o outro-coisificado, mero objeto. Isto revela a ausência do outro, do próximo. E explica porque o dependente não consegue manter relacionamentos profundos e duradouros com o seu semelhante. A experiência do EU é ligada a um objeto e a experiência do NÓS ser anulada. A drogadição é o aniquilamento do EU e do NÓS, ou seja não tem nenhum posicionamento no mundo.
Não é por acaso ou simples coincidência que o dependente gosta da noite. Na noite vive às escondidas, nos cantos, às margens. Roda ou anda pela noite toda, sem rumo, por aí, desesperada, consciente ou não, em busca de prazer, segurança ou mortal conforto nas drogas para suas feridas interiores. Tenta o absurdo de evitar a sua solidão, solitário, com drogas. A drogadição assemelha-se perfeitamente bem as trevas.
3- Afirmam que a maior parte de nós mesmos é recebida - da família, da educação, da sociedade, da cultura e de outras fontes. Isso não quer dizer que recebemos por receber sem crítica, desprovido da individualidade.
A vida de cada um, é "momento individual de um fluxo coletivo". É nesse momento que a individualidade mostra sua autonomia, criando uma sintonia ou passo novo, com o fluxo coletivo para dar continuidade a ele.
Como ser-ao-mundo o dependente químico na ativa, mantém o mesmo passo, a mesma solução usando as drogas, e recorre às mesmas experiências de destruição do EU e do NÓS, não trabalha as suas crises, não criando chances de vida nova.
Antes de conduta rebelde ou revolucionária, a drogadição é uma condição escrava porque a individualidade não se mostra com autonomia, ao mesmo tempo que se ausenta do fluxo coletivo. O dependente não transforma, então o mundo dado, num mundo possível. É um viver alienado, de si mesmo e dos outros.
4- As coisas do viver e do conviver são temporárias. Viver é trabalhar o provisório. Tentamos sempre dar um jeito na vida, mas a vida não tem jeito. Enganamos a nós mesmos quando pensamos que nossas vitórias ou fracassos são definitivos. As crises do viver devem ser vistas com possibilidades de vida nova e não como obstáculos para o existir.
O dependente químico na ativa possui ou apresenta uma grande dificuldade de superar os pequenos problemas do cotidiano. Com a droga o dependente, ilusoriamente, acredita ter encontrado a solução definitiva para o viver, a resposta fácil e inquestionável. O dependente não aceita o que dura algum tempo na sua existência, pois se aceita tal condição, envolve uma disposição e ajuda do seu interior, o que é muito trabalhoso. Sendo a drogadição um projeto suicida, o superar esse projeto, o que quer dizer derrotar, pois esse fermento na massa do crescimento espiritual, está tolhida, apagada e eliminada. Em nossa maneira de ver, ser saudável é ter disposição para superar as contrariedades da existência - é aprendendo trabalhando o provisório. Isso significa precisamente estar de bem com a vida.
O dependente químico na ativa, com uma existência de vida, cujo projeto é suicida, revela a ausência de saúde mental, emocional, ou seja a capacidade de ver a realidade - de admitir que é um dependente químico, e de sair da fantasia - em parar de usar os mecanismos de defesa, para justificar a drogadição.
Autor
José Antônio Zago joseantoniozago@ig.com.br
Psicólogo do Instituto Bairral de Psiquiatria - Itapira - SP.
Mestre em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba.

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