sábado, 29 de setembro de 2012

HOJE É DIA DE HOMENAGEAR ARCANJO MIGUEL


CONSAGRAÇÃO AO ARCANJO MIGUEL
DIA 29 DE SETEMBRO
Arcanjo Miguel pintura de Sandra UGA


Eu me visto com a proteção do Arcanjo Miguel e de sua Legião Angélica

Eu me visto com sua armadura de Luz e recordo-me, aqui e agora,

que EU SOU UM SER DIVINO, Filho de Deus, e tenho ao meu dispor

a fé e a fortaleza de Miguel para combater o bom combate

contra ataques físicos e espirituais que procedem dos inimigos da Luz.

Eu me protejo com a Espada de Luz do Arcanjo Miguel

e com ela corto todos os laços que querem me prender ao desespero,

a depressão, ao desânimo , a doença , ao desemprego , ao sofrimento , a perseguições...
(coloque aqui o que desejar combater)

Eu me renovo com a Luz Azul - Dourada do Arcanjo Miguel e me purifico com

o poder da fé e da alegria que provém de seu amparo.

Eu, na condição de TRABALHADOR DA LUZ , me consagro hoje

ao poderoso Arcanjo Miguel e com fé, confio em sua proteção

e orientação espiritual todos os dias de minha vida.

Que as bênçãos de Miguel e seus Anjos de Luz se derramem sobre meus caminhos

e de todos os meus irmãos e irmãs que peregrinam na senda do Amor Incondicional e da Paz Divina.

Assim seja, com o Pai, o Filho e a falange do Espírito Santo.
Amém!
(consagração ditada pelo Arcanjo Miguel para todos os que querem colocar-se sob Sua proteção )

Fonte: http://www.anjodeluz.com.br/arcanjomiguel2009.htm

APELO A SÃO MIGUEL PARA TODOS OS DIAS
Pintura de SandraUGA



Pela autoridade vitoriosa da Divina Presença Eu Sou em toda a humanidade, invocamos o Poderoso Arcanjo Miguel e suas Milícias Celestes, para que nos protejam e nos acompanhem neste trabalho que estamos iniciando.

Que vosso círculo de luz protetor envolva este local, bem como todos os seres que aqui se encontram presentes.

São Miguel Arcanjo, grande chefe das Milícias Celestes, eu te peço como um filho da Luz que Eu Sou: Protege-me com as tuas preces e guarda-me à sombra das tuas asas.

Afasta de mim toda a energia mal qualificada e fortalece-me a cada instante.

Oh! Príncipe das Potências Angélicas fica ao meu lado agora e vosso raio flamejante, atingindo nossos corações, possa libertar a fé e a vontade da Divina Presença Eu Sou e possamos, dessa forma, dominar e doutrinar as criações negativas em nós e em todos os seres.

Nós vos agradecemos.


Fonte: http://www.anjodeluz.com.br/arcanjomiguel2009.htm



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

ESSA É A MINHA REVOLTA.






CHEGA de GENTE HIPÓCRITA, INSANA, DITADORA.

CHEGA de GENTE QUE IMPÕE SUAS VONTADES CUSTE O QUE CUSTAR, PASSAM POR CIMA DE QUALQUER COISA PARA ALCANÇAREM SEUS OBJETIVOS.

CHEGA de GENTE PREPOTENTE, IGNORANTE, MAL EDUCADA, IMPOSITORA, CALUNIADORA, VIGARISTA, CORRUPTA, BANDIDA, MAL AMADA ...
CHEGA, CHEGA, CHEGA
NÃO HÁ MAIS ESPAÇO PARA ESSE TIPO DE GENTE EGOÍSTA, EGOCÊNTRICA, DO MAL, NESTE MUNDO.

CHEGA de GENTE FARSANTE, ENCRENQUEIRA, MENTIROSA, INVEJOSA, OLHO GORDO.

CHEGA de INCOMPETENTES QUE QUEREM TUDO PARA SI DA FORMA COMO DETERMINAM PREJUDICANDO TERCEIROS, MAS ALCANÇANDO SEUS OBJETIVOS QUASE SEMPRE COM SEGUNDAS INTENÇÕES QUE OS BENEFICIEM PARTICULARMENTE, NÃO PENSAM NA MAIOR PARTE DAS PESSOAS, MUITO MENOS COM O MEIO AMBIENTE, A NATUREZA, COM OS INOCENTES E  INDEFESOS.
CHEGA DE GENTE QUE SÓ SE PREOCUPA CONSIGO MESMO.

CHEGA de GENTE SEM CARÁTER, SEM MORAL, SEM ÉTICA, SEM DISCERNIMENTO, SEM BOM SENSO, SEM NOÇÃO.

CHEGA de GENTE POBRE de ESPÍRITO, FANÁTICOS, DETERMINISTAS, PESSIMISTAS, COVARDES, INCAUTOS, PROMÍSCUOS, PERVERSOS E CRETINOS.

CHEGA DE GENTE DESSA LÁIA, DESSE NAIPE  DESSE TIPO DE GENTE QUE NO FUNDO NÃO É GENTE SÃO FERAS, BESTAS VESTIDOS DE GENTE, SÃO LOBOS VESTIDOS DE CORDEIROS.
NÃO PODEMOS MAIS DEIXAR QUE INVADAM NOSSAS VIDAS, NÓS CIDADÃOS DE BEM, DEIXAMOS PARA LÁ, NÃO ENFRENTAMOS PARA NÃO NOS IGUALARMOS, MAS TUDO TÊM LIMITES E A HORA É TOLERÂNCIA ZERO PARA COM ESSES INDIVÍDUOS, NÃO VAMOS ABAIXAR A CABEÇA PELO CONTRÁRIO, VAMOS BRANDAR PROCLAMAR BEM ALTO AOS QUATRO CANTOS DO MUNDO, QUE NÃO VAMOS MAIS FICAR QUIETINHOS E DEIXAR A COISA ROLAR PORQUE NÃO ADIANTA, NÃO VAMOS MAIS ATURAR ESSES MERCENÁRIOS, FAZENDO O QUE BEM ENTENDEM.

VAMOS GENTE, ESSE RECADO É BEM GENÉRICO, SERVE PARA QUALQUER PESSOA QUE SE SINTA REBAIXADA, HUMILHADA, INFERNIZADA, MALTRATADA E NÃO TEM COMO SE DEFENDER A NÃO SER FAZER COM QUE ESSAS CRIATURAS ACORDEM E VEJAM O QUANTO SÃO TÃO RIDÍCULAS FAZENDO O QUE FAZEM E QUE A DIVINA JUSTIÇA DESÇA COM SUA ESPADA PODEROSA E DERRUBE TODOS NO CHÃO, CAIAM DE SEUS PEDESTAIS E SIGAM PARA A LUZ DO AMOR E DA SABEDORIA, SÓ DESTA FORMA TEREMOS A PAZ QUE TANTO NECESSITAMOS.
SANDRA UGA. 



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

LIVRO Partido da TERRA


“Há um sistema político ruralista no Brasil”, afirma autor do livro Partido da Terra

Alceu Castilho pesquisou bens rurais de políticos durante três anos | Foto: Diego Jock / Divulgação
Samir Oliveira

O jornalista Alceu Castilho lançou, no dia 20 de agosto, o livro Partido da Terra, que revela a quantidade do território brasileiro que está nas mãos de políticos. A obra é resultado de três anos de pesquisa em mais de 13 mil declarações de bens de políticos eleitos em 2008 e 2010 no país.
Castilho se debruçou especialmente sobre os bens rurais declarados pelos prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores e governadores. As conclusões são devastadoras: pelo menos 2,03 milhões de hectares pertencem a políticos. Esse é apenas o montante que pode ser comprovado, já que muitas declarações de bens informam o valor das terras, mas não a sua extensão.
Pelo cruzamento de outros dados, o jornalista projeta que o número total pode chegar a até 4,4 milhões de hectares, território semelhante ao da Suíça. Castilho denuncia, ainda, a existência de uma “esquerda latifundiária” no país e demonstra que, entre os 31 políticos que, juntos, somam 612 mil hectares, há filiados ao PT, ao PSB, ao PDT e ao PTB.
Nesta entrevista ao Sul21, Alceu Castilho comenta as informações reveladas no livro e diz que existe um “sistema político ruralista” no país, que vai muito além de uma bancada isolada no Congresso Nacional.
“Comecei a perceber que os bens rurais eram bastante significativos da riqueza e do modus operandi dos políticos”
Sul 21 – Como surgiu a ideia de escrever esse livro?
Alceu Castilho – Morei em Brasília entre 2006 e 2007 e, nas eleições de 2006, fiz um levantamento dos bens dos deputados federais. Verifiquei todos os bens urbanos e rurais. Disso resultou uma série de reportagens revelando quantos apartamentos, carros e hectares eles tinham. A série se chamou “Câmara bilionária”, porque o valor de tudo isso era mais de R$ 1 bilhão. Nesse levantamento, o que mais me chamou a atenção foram os bens rurais.
Sul21 – Por quê?
Castilho – Primeiro, pelo volume e, por outro lado, pela discrepância. Eram valores muito baixos em uma riqueza de detalhes. Informavam não apenas os hectares, mas as cabeças de gado, o maquinário… Então resolvi aprofundar essa pesquisa. Comecei com o estado do Pará, ainda nas eleições de 2008. Nesse embalo eu levantei dados dos cinco mil prefeitos do país e dos vice-prefeitos. Então o cerne da pesquisa já estava pronto. Em 2010 fiz uma segunda parte da pesquisa, daí com os bens dos 2 mil deputados. A pré-história do livro é essa: eu comecei a perceber que os bens rurais eram bastante significativos da riqueza e do modus operandi dos políticos.
Sul 21 – Como foi feita a apuração das informações?
Castilho – Os dados estão disponíveis na internet, nos sites da Justiça Federal. O site do Fernando Rodrigues também ajuda muito. Isso permite apenas um levantamento dos bens computados. Mas nem todos estão computados. Alguns bens rurais estão registrados em outros lugares. Um exemplo clássico é a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), que falou para a revista Épocasobre alguns bens que não constam na declaração eleitoral. Isso é muito comum. Mas, considerando somente o que é informado, já dá para se ter uma bela base dados para começar. Só por esses dados já nota-se que há uma fatia enorme do território brasileiro diretamente nas mãos de políticos. A partir daí vamos procurando. Há declarações que mostram apenas os valores das terras, não o número de hectares. E há bens rurais em nomes de empresas, como no caso do senador Blairo Maggi (PR-MT), que tem uma empresa que planta mais de 200 mil hectares. Considerando somente esses bens rurais em nome de empresas de políticos, deu para constatar que existe mais de 1 milhão de hectares nas mãos de cinco políticos. Então há várias camadas de informação, umas mais apuráveis e outras menos. Mas todas compõem uma mesma história de apropriação do território brasileiro. É interessante fazer a analogia desses dados com os cidadãos comuns. Quantos hectares você tem? Quantas cabeças de gado e empresas agropecuárias um cidadão comum possui?
Sul21– Considerando as informações não disponíveis de forma clara, é possível prever que o número e a extensão das terras nas mãos dos políticos é muito maior do que aquilo que pode ser oficialmente comprovado?
Castilho – No primeiro capítulo do livro, demonstro que há pelo menos 2 milhões de hectares perfeitamente comprováveis nas mãos de políticos. E então eu faço uma projeção de que esse número pode subir para 3,3 milhões de hectares, porque vários dados informam somente o valor das terras, não a extensão. Através de uma regra de três, pela porcentagem proporcional dos valores, eu calculo que esse montante chega a 1,3 milhão de hectares. E eu somo a isso, ainda, os 1,1 milhão de hectares registrados nos nomes das empresas. Por isso esse total de terras de políticos pode chegar a 4,4 milhões de hectares.
“Existe no Brasil uma esquerda latifundiária. PT, PPS, PSB e PTB possuem em seus quadros políticos com mais de 10 mil ou 20 mil hectares de terra”
Jornalista constatou aliança entre ruralistas e parlamentares de centro-esquerda. | Foto: Aquivo Pessoal / Divulgação
Sul21 – Então é possível afirmar que a quantidade de terras é muito maior do que é possível provar com os documentos?
Castilho – Claro, porque ainda há os vereadores, que não entraram na minha pesquisa. A quantidade é muito maior e os próprios políticos dão pistas de que há mais terras. Dezenas de políticos se declaram agricultores ou pecuaristas e não registram um único centímetro de terra no TSE. Em outros casos declaram a terra, mas não o gado. É uma bola de neve com informações inconclusas, mas já é um ponto de partida.
Sul21– Em termos partidários, como fica a distribuição dessa “bancada da terra” no país?
Castilho – O capítulo 10 do livro se chama “Movimento suprapartidário”. Para essa relação dos partidos, eu considerei somente a fatia que engloba os 2 milhões de hectares computáveis. Os partidos que possuem prefeitos eleitos em 2008 com mais terras são o PSDB (21,25%), o PMDB (19,98%), o PR (13,09%), o PP (12,5%) e o DEM (7,0%). Entre os deputados federais e estaduais, a liderança é do PMDB (21,1%), seguido pelo DEM (18,71%), pelo PR (15,42%), pelo PDT (10,13%) e pelo PTB (9,48%). Nessas duas mostras temos o PMDB sempre presente e o PSDB surpreendentemente na liderança. É surpreendente porque o PMDB é um partido maior, com mais prefeitos. Eu achava que quem ultrapassaria o PMDB seria o DEM e o PP, os filhos da Arena. É muito significativo que os filhos do MDB estejam na liderança, junto com PP e DEM, pois o PMDB se configurou como um partido de direita na redemocratização.Nessa análise há também partidos originalmente de esquerda. Entre os prefeitos, o PDT aparece em sexto lugar e o PT em oitavo, seguido pelo PPS e pelo PSB. Entre os parlamentares, a quantia de terra nas mãos dos representantes do PT é insignificante, com 1,67% do total. Mas em relação aos prefeitos petistas esse índice sobe para 5,23%. Então existe no Brasil uma esquerda latifundiária. PT, PPS, PSB e PTB possuem em seus quadros políticos com mais de 10 mil ou 20 mil hectares de terra. Eles não lideram o ranking, mas há cada vez mais casos. Só PSOL e PCdoB não possuem latifundiários, sendo que o PCdoB já teve um senador latifundiário.
Sul21 – Como tu observas a atuação desses políticos detentores de grandes extensões rurais?
Castilho – Mais do que uma bancada ruralista, existe um sistema político ruralista. Não me refiro somente a congressistas como Kátia Abreu, Abelardo Lupion ou Ronaldo Caiado, que são explicita e agressivamente defensores do agronegócio. Procuro demonstrar que esse sistema político ruralista é muito mais amplo do que uma bancada. Em meio aos cães de guarda do agronegócio existe um sistema político dependente e refém do poder dos políticos que são proprietários de terra e estão espalhados pelo Congresso, pelas prefeituras e pelas câmaras municipais. Não se trata somente de uma bancada ruralista isolada. E isso tudo nos remete ao coronelismo e aos clãs políticos. Como exemplo de atuação prática há a questão do Código Florestal. Não foram somente os políticos da bancada ruralista assumida que votaram a favor das mudanças. O PCdoB foi favorável ao novo código, que foi relatado pelo Aldo Rebelo. No ano passado, o PT recomendou o voto a favor das alterações. Neste ano houve um pouco mais de resistência, que eu chamaria de resistência de fachada. O PT votou contra, mas boa parte votou a favor. Alguns deputados do PCdoB votaram contra, mas aos 45 minutos do segundo tempo o processo já estava deflagrado. Essas decisões começam a acontecer na Comissão de Agricultura, nas costuras feitas pelos partidos. Em 2010, PSB e PV cederam a vaga que tinham na presidência dessa comissão ao DEM. Isso demonstra que há uma coalizão entre os ruralistas explícitos e os parlamentares que compactuam com eles por diversas conveniências. Podem até não ser ruralistas, mas fazem parte do sistema político ruralista.
“Há a anuência de deputados de partidos socialistas, comunistas e trabalhistas com partidos de origem patrimonialista com grandes proprietários de terras em seus quadros’
Sul – Depois de analisar todas essas informações, fica mais fácil perceber por que a reforma agrária a não sai do papel no país?
Castilho – Esse sistema político ruralista é determinante para a ausência de reforma agrária no Brasil. Reforma agrária não é algo revolucionário. É algo que é feito por países capitalistas para consolidar o capitalismo. Durante a Constituinte, havia um embate grande entre ruralistas e não-ruralistas. Não havia ainda uma coalizão e um pacto entre esses dois setores e, nessa divisão, os ruralistas ganharam. A reforma agrária foi o grande debate da Constituinte e foi derrotada. Ali já ficou demonstrado o poder de força dos ruralistas. Na CPI da Terra, em 2005, quando investigaram a violência e o trabalho escravo no campo, os ruralistas derrotaram o relatório final e fizeram um relatório paralelo que acabou se tornando oficial. E nessa época quem estava no governo era Lula. Hoje em dia eu diria que a situação é pior do que na época da Constituinte, porque há a anuência de deputados de partidos socialistas, comunistas e trabalhistas com partidos de origem patrimonialista com grandes proprietários de terras em seus quadros. Esses políticos dependem do eleitor para perpetuar suas propriedades rurais. Para chegarem aos grotões do país e se perpetuarem no poder, eles acabam mimetizando práticas que vêm de décadas e até séculos atrás no país.
Livro foi lançado no dia 20 de agosto e contém informações de deputados federais e estaduais, prefeitos, senadores e governadores. | Foto: Diego Jock / Divulgação
Sul21– Como o financiamento de campanha influencia a postura dos políticos que são grandes proprietários de terras?
Castilho – No capítulo 14, que se chama “Eleições: mais que currais”, eu discuto a existência de currais eleitorais e a prática do voto de cabresto, típica do coronelismo. E o financiamento das campanhas são uma outra forma que os políticos encontram para se tornarem reféns de determinadas elites. A Friboi doou R$ 30 milhões para campanhas em 2010, inclusive para a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT). Existe uma bancada da Friboi no Congresso, com 41 deputados federais eleitos e 7 senadores. Desses 41 deputados financiados pela empresa, apenas um, o gaúcho Vieira da Cunha, votou contra as modificações no Código Florestal. O próprio relator do código, Paulo Piau, recebeu R$ 1,25 milhão de empresas agropecuárias, sendo que o total de doações para a sua campanha foi de R$ 2,3 milhões. Então temos algumas questões. Por que a Friboi patrocinou essas campanhas? Para que eles votassem contra os interesses da empresa? É evidente que a Friboi é a favor das mudanças no Código Florestal. A plantação de soja empurra os rebanhos de gado para o Norte, para a Amazônia, e a Friboi tem muito interesse nisso. Será que é mera coincidência que somente um entre 41 deputados financiados pela empresa votou contra o novo código?
Sul21 – Que tipo de contribuição tu esperas dar ao debate sobre acesso à terra no Brasil com esse livro?
Castilho - É um livro jornalístico, não acadêmico. Um jornalismo sério deve iluminar aspectos importantes da realidade política. Nesse sentido, o livro traz muitos dados inéditos e compila informações que, isoladamente, não seriam inéditas. Por exemplo, em relação ao trabalho escravo. Pude constatar que há mais de 100 mil hectares nas mãos de políticos acusados de utilizarem mão-de-obra escrava.
“Quando eu pesquisava os latifúndios, caía em casos de trabalho escravo, de crimes ambientais, de mortes e de ameaças”
Sul21 – Foram três anos de pesquisa para o livro. Como tu avalias a transparência dos órgãos públicos no Brasil? 
Castilho – A Lei de Acesso à informação é extremamente benéfica e representa um avanço para a democracia, mas ainda há muitas brechas pelas quais os políticos podem omitir dados, sejam eles candidatos ou administradores públicos. Muitos não declaram quantos hectares de terra possuem e não são punidos por isso. A Justiça Eleitoral deveria obrigar cada candidato a declarar não só os valores de seus bens rurais, mas também o tamanho deles. que é o fato de o território brasileiro estar nas mãos de políticos.
Sul21 – O saldo final do livro, com todas as informações no papel, te surpreendeu? Ou tu já esperavas chegar a esses resultados?
Castilho – Esse sistema político ruralista me surpreendeu pela sua capilaridade. Eu não previ que o livro fosse ter capítulos sobre meio-ambiente e sobre os brasileiros mortos, escravizados ou ameaçados. Isso foi surgindo a partir da identificação dos casos. Quando eu pesquisava os latifúndios, caía em casos de trabalho escravo, de crimes ambientais, de mortes e de ameaças. Depois de todo o levantamento, o Brasil dos biomas e cidadãos violentados pela conexão dos políticos com a terra se mostrou com muito mais força para mim.

Associação Preserve Amazônia




O desmatamento na Amazônia triplicou em 2012 e o Pará foi o campeão nesta corrida insana.

http://migre.me/aRiYK

Os dados do Inpe chamam a atenção para o risco do rumo que Brasil está tomando. Até que ponto é preciso ir para percebermos que não faz mais sentido esgotar nossos recursos naturais em troca de energia?
Se pretendemos continuar crescendo, e os rios são finitos, teremos que adotar outras formas de geracão de energia. Certo?
Por que não adotá-las agora?

Por um país consciente, inteligente e solidário.




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Bicicletas no céu


Gostei. Ciclovias suspensas para cruzar os grandes e nervosos centros urbanos. A ideia partiu de um grupo de arquitetura britânico. Recebeu o nome de Sky Cycle. A cidade-modelo usada é Londres.

Reportagem do site da revista Exame diz que a prefeitura londrina, assim como eu, gostou do projeto. E tem planos de implementá-lo em 2015 na cidade, em parceria com a empresa que administra o metrô na capital da Inglaterra.
Tem um vídeo curtinho que mostra o projeto:

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Do lixo para o jardim de casa - Hoje em casa.com


Do lixo para o jardim de casa

ter, 25/09/12

por Cris Maia |



A função do pallet é otimizar o transporte de cargas, conseguido através da empilhadeira, mas definitivamente os feitos em madeira estão na moda na hora de decorar a casa ou o jardim. O internauta Antonio Eugênio conta pra gente que tudo que encontra nas ruas, coloca no carro para depois mexer e ver no que pode trasnformar. Ele deixou algumas dicas interessantes aqui no blog. A primeira é que um bom passeio pelas ruas do subúrbio nos dará o pallet que precisamos, mas de forma desigual. Então, ele sugere procurar um profissional para fazer o acabamento que a gente deseja. A outra opção, segundo ele, é comprar de consertadores de pallets, porque lá dá para escolher todos com o mesmo tamanhjo e textura e aí é só lixar ou pintar.
Com os pallets dá para  bolar uma série de coisas. A gente já deu algumas sugestões pra vocês, agora vai mais uma.
Neste jardim, elaborado pelos paisagistas Jussara de Siqueira, Rafael Bragion e Helena Montevecchio, os pallets foram usados para elevar a horta e dar mais conforto na hora de manipular a terra. Eles foram empilhados em vários níveis sustentando uma horta aromática, onde foram plantados em charmosos vasos alecrim, manjericão, salsa, cebolinha… A diferença de altura permite que até mesmo as crianças ajudem no plantio e manutenção dos temperos.


A horta foi montada pertinho da churrasqueira e da mesa – onde as cadeiras foram forradas com almofadas cobertas de xita. Isto significa que dá pra cultivar os temperos, cozinhar e bater papo com os amigos… tudo ao mesmo tempo! O cenário foi montado debaixo de um pergolado revestido com taboa reciclada e trançada. A taboa é uma planta típica de manguezais e brejos, com uma fibra durável e resistente e com um custo bem legal.
O bom de montar um ambiente com materiais de baixo custo é que a gente não fica com tanto apego depois na hora de mudar e se tiver um pouquinho de cuidado e planejamento dá pra criar espaços bem harmoniosos.
O jardim abaixo, projetado pela paisagista Clarisse Kopp, é o resultado disso. As cadeiras brancas ficaram bem mais charmosas com o detalhe de tecido de xita amarrado no encosto. Repare que ele sustenta tubos de ensaio, que servem de vasinhos para as flores coloridas. Com o mesmo tecido, Clarisse forrou as casinhas de passarinho que enfeitam a parede.


Para os pufes, foram usados fardos de feno – claro que com o devido cuidado de colocar uma almofada por cima para tornar o assento mais confortável! Ferramentas usadas no jardim servem como objetos de decoração. Para finalizar, a paisagista usou caixinhas de leite como vasos para a horta vertical. Elas foram pintadas com tinta branca e fixadas uma na outra com fios de nylon.

COMO SE DEFENDER DAS ENERGIAS NEGATIVAS



PROTEÇÃO ENERGÉTICA PESSOAL

COMO SE DEFENDER DAS ENERGIAS NEGATIVAS


Todos nós sabemos que as energias negativas são uma das maiores preocupações do ser humano. Elas nos alcançam em qualquer lugar do planeta. Mas, podemos nos defender, começando a tomar uma série de atitudes e providências. Abaixo segue seis dicas para começar a combatê-las.

1. NÃO TEMER NINGUÉM
Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o 
medo. Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques. Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais; temer significa falta de fé.
O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá.

2. NÃO SINTA CULPA
Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem. Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor. A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade. Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas. Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido. Sustente as suas vitórias sempre!

3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA
Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação. Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido. Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso. Em vez de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente? Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem? Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas? Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor.

4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO
A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é a “Auto-Obsessão”.
A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo. Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos.
“Auto-Obsessão” significa não se gostar, não se apoiar, se autoboicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós. Auto-obsediar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros.
Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo sua força pessoal e abrem as portas para toda sorte de pessoas dominadoras e energias de baixo nível. A força interior é nossa maior defesa.

5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS
As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor forma de criar “incompatibilidade” com as forças do mal. Lembrem-se: energias incompatíveis não se misturam. 

6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS
As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a mente e o coração. Mantenha ambos sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos, e fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas.
Evite lugares densos e de baixo nível. Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida. O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes, músicas e passatempos de baixo nível.



DICAS PARA AFASTAR ENERGIAS NEGATIVAS DA CASA
*Livre-se de entulhos.

Manter a casa e o local de trabalho limpos e livres de "entulhos" reduz o risco de armazenar energia negativa, impedindo que a energia positiva flua melhor.

Esvaziar o espaço e remover objetos danificados, sem uso ou simplesmente amontoados é liberador e ajuda a soltar o passado e afastar a depressão. Acúmulo de coisas é sinal de apego e ligação excessiva com o passado. Liberar o espaço a nossa volta é fundamental.



* Limpe o ambiente.

Limpe piso, rodapés e cantos com amônia misturada com água. Depois umedeça um pano limpo com anil misturado em água para purificar o ambiente. Amônia tem uma composição e um cheiro tão forte que sobrepõe a todas as demais partículas do ambiente, neutralizando e zerando os elementos que estiverem presentes. Como tem a propriedade de evaporar, ela neutraliza e desaparece. O anil entra clareando, branqueando e tornando o ambiente leve e propício a atrair novas energias positivas. É impressionante a diferença de qualidade e leveza do ambiente quando fazemos esse procedimento. É fisicamente perceptível. Antes de ativar qualquer ambiente com energias positivas, pense em primeiro limpá-lo. Faça essa purificação sempre com sentimentos positivos e bom humor, senão você estará acrescentando energia negativa.

* Utilise todos os cômodos da casa. Um local que fica sem uso fica sem vida e falta nele energia renovada.


* Borrife água morna com sal grosso na entrada da casa para purificar a energia que chega.

O uso do cheiro da lavanda em forma de perfume, vela ou incenso também é altamente purificador. A lavanda, pelo seu odor suave, é relaxante, desperta a alegria e afasta as energias de tristezas que podem estar impregnadas no ambiente.Vivências extremas como: separação conjugal, doença ou morte deixam marcas no ambiente como se elas sobrevivessem ao ocorrido e se mantivessem impregnadas no local. A intenção do uso desses elementos é dissolvê-las. O sal é tradicionalmente reconhecido por sua propriedade de cortar a influência de energias presentes. Ele também corta o excesso de eletricidade do ambiente e do corpo. Por isso muitas vezes podemos ter uma sensação de torpor depois de um banho de mar.

domingo, 23 de setembro de 2012

ANDRÉ TRIGUEIRO PENSANDO EM SUSTENTABILIDADE




DIA MUNDIAL SEM CARRO - ANDRÉ TRIGUEIRO

Dez razões para levar a sério o Dia Mundial sem Carro - Por André Trigueiro
Postado por Elizabete Otelac em 19 setembro 2012 às 22:30
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No próximo sábado (22) celebra-se mais uma edição do Dia Mundial sem Carro. Veja aqui algumas razões que emprestam sentido a essa data.
1) Tamanho é documento
A multiplicação indiscriminada da frota automobilística já é um dos maiores problemas da Humanidade. Na maioria das capitais brasileiras (e mundiais) já não há a chamada "hora do rush", porque sucessivos congestionamentos em diferentes horas do dia colapsam o trânsito progressivamente. A construção de mais pontes, viadutos, túneis ou vias expressas são paliativos, não resolvem efetivamente o problema, como muitas vezes, indiretamente, contribuem para estimular o uso do carro. A mobilidade urbana se tornou questão central do debate sobre qualidade de vida nas cidades.
2) É bom para a economia?
Estima-se que o setor automotivo responda por aproximadamente 20% do PIB brasileiro. Entre 2009 e 2011, as montadoras de veículos informam ter recolhido em impostos diretos R$ 137 bilhões. Se as montadoras de todo o planeta fossem um país, este seria um dos dez mais ricos do mundo. É bom lembrar que junto às linhas de montagem, orbitam os setores de autopeças e combustíveis, além do mercado de seguros e outros agregados. Se não há dúvida de que os automóveis fazem girar a roda da economia, também é certo que o impacto do crescimento da frota nas cidades tem inspirado outro gênero de contabilidade preocupante.
Segundo o secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, Marcos Cintra, os prejuízos causados pelos engarrafamentos crescentes na cidade somam R$ 52,8 bilhões por ano, o equivalente a mais de 10% do PIB municipal. Um crescimento de 60% nos últimos quatro anos. Se outras cidades incomodadas com os engarrafamentos realizarem cálculos semelhantes, os resultados deverão ser surpreendentes.
Congestionamento pesado em via de São Paulo (Letícia Macedo-G1)
3) A questão do IPI
Sabe-se que o governo federal reduz periodicamente o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que incide sobre automóveis, toda vez que o setor reclama de queda nas vendas e risco de desemprego. Essa é uma questão polêmica, uma vez que a medida não vem acompanhada de contrapartidas sociais e ambientais que pudessem justificar tamanha renúncia fiscal. Nos Estados Unidos, o governo Obama socorreu as montadoras com pesadas contrapartidas (manutenção do emprego, maior eficiência e inovação tecnológica na direção de uma nova geração de motores mais econômicos). É lamentável que o dinheiro arrecadado pelo governo com a venda de carros não esteja sendo devidamente investido em transporte público de massa eficiente, barato e rápido. Não custa checar também o quanto as montadoras de veículos instaladas no Brasil transferem em divisas para as respectivas matrizes fora do país.
4) O "carrocentrismo"
No livro "Muito Além da Economia Verde" (Ed.Abril) o professor titular do Departamento de Economia da FEA e do Instituto de Economia Internacional da USP, Ricardo Abramovay, afirma que o automóvel é "a unidade entre duas eras em extinção: a do petróleo e a do ferro. Pior: a inovação que domina o setor até hoje consiste mais em aumentar a potência, a velocidade e o peso dos carros do que em reduzir seu consumo de combustíveis (…) O mais grave é que ali onde houve inovações nessa indústria ela se voltou mais a preencher desejos privados por carros maiores, mais rápidos e de melhor desempenho do que a reais interesses públicos por veículos mais econômicos e de uso partilhado. Foi só em 2007 que, pela primeira vez em 32 anos (houve um precedente logo após a primeira crise do petróleo), a lei americana impôs metas de economia de combustíveis aos veículos fabricados pela indústria automobilística.
5) Lata de sardinha
O sucateamento do transporte público no Brasil –- responsabilidade dos governos –- determina um dos maiores fatores de estresse para milhões de brasileiros. Só quem é passageiro e já passou pelo aperto de um trem, de um metrô, de um ônibus ou de uma barca (experiência desconhecida pela maioria dos governantes, alguns dos quais muito mal acostumados com os batedores que escoltam seus carros oficiais ou vivem refugiados no vai-e-vem de helicópteros barulhentos) sabe o tamanho do desgaste físico e emocional que isso representa.
Em boa parte dos casos, quem sofre a agonia diária de chegar ao trabalho exaurido, com a roupa amarrotada e cansado pelas horas de aperto no transporte coletivo, sonha em ter um carro para se livrar desse pesadelo. O raciocínio é mais ou menos o seguinte: melhor sofrer nos engarrafamentos em seu próprio carro, ouvindo um agradável "sonzinho" no ar -condicionado, do que seguir apertado por aí. O que parece ser lógico e justo no campo individual constitui um enorme problema na esfera coletiva. A incompetência dos governos em assegurar o direito constitucional de um transporte público decente agrava a perda da mobilidade urbana numa escala sem precedentes.
6) Uma questão de saúde pública
Os dados são do dr. Paulo Saldiva, pneumologista da USP: quem mora em São Paulo, cidade com o maior número de carros do Brasil, onde a maior fonte de poluição vem justamente do escapamento dos veículos, está vivendo em média dois anos a menos em função de problemas causados ou agravados pela inalação de poluentes presentes na fumaça. São aproximadamente quatro mil óbitos por ano.
7) O maior dos sonhos de consumo
Concebido inicialmente apenas como um meio de transporte, o carro foi ganhando, ao longo de sua história – talvez mais do que qualquer outra invenção moderna – uma representação simbólica que explica o fascínio que exerce sobre as pessoas em todo o mundo há muitas décadas. A publicidade soube trabalhar bem esse sentimento, transformando no imaginário coletivo os carros em metáforas de nossas existências, onde os sonhos de liberdade, poder, força, status social, beleza, juventude, auto-afirmação, a capacidade de desbravar obstáculos antes intransponíveis, a possibilidade de chegar à frente de todo mundo (já reparou que carro só anda sem engarrafamentos em comerciais de TV?) tornaram-se "possíveis" e "ao alcance de todos" com a simples posse de um veículo automotor. Como resumiu uma campanha publicitária recente sobre um determinado veículo: "ou você tem, ou você não tem".
8 ) O efeito Pateta
Em "Motormania", desenho animado de Walt Disney do ano de 1950, o dócil Pateta se transforma ao volante em alguém raivoso, egoísta e perigoso (veja o vídeo). Alguém que dirige alucinadamente no trânsito oferecendo risco a si próprio e aos outros. Em depoimento registrado no livro "O automóvel: planejamento urbano e a crise das cidades" (Ed.Fiscal Tech), a psicóloga Iara P. Thielen, diretora do Núcleo de Psicologia do Trânsito da Universidade Federal do Paraná, diz que " as pessoas têm um sentimento de individualismo exagerado. Elas não vêem o trânsito como um fenômeno coletivo. Por isso elas acreditam que, em primeiro lugar, o problema é sempre dos outros, que são loucos e que correm, enquanto que elas apenas exageram um pouquinho".
9) O impacto sobre o clima
Atualmente a frota automobilística do mundo é superior a 800 milhões de carros. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas a China deverá aumentar sua frota de 17 milhões de carros para 343 milhões de carros até 2030. Segundo a secretária de Economia Verde do Estado do Rio de Janeiro, a professora da COPPE/UFRJ, Suzana Kahn, que também integra o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), o setor de transportes é responsável onde por 23% das emissões globais de gases estufa (que agravam o aquecimento global) e cerca de 50% a 70% dos poluentes atmosféricos. Os automóveis sozinhos respondem por metade de tudo isso.
10) "A era do automóvel", por João do Rio
Membro da Academia Brasileira de Letras, João do Rio registrou em 1909, numa crônica profética, alguns dos problemas causados pela multiplicação indiscriminada de automóveis nas ruas das cidades. Note-se que esta crônica foi publicada em 1909 quando apenas 37 automóveis rodavam pelas ruas do Rio de Janeiro, então com 500 mil habitantes. O texto foi reproduzido na íntegra no livro "O automóvel : planejamento urbano e a crise das cidades" (Ed.Fiscal Tech). Destaco aqui apenas o início e o final da crônica:
"E subitamente, é a Era do Automóvel.O monstro transformador irrompeu, bufando, por entre os escombros da cidade velha, e como nas mágicas e na natureza, aspérrima educadora, tudo transformou com aparências novas e novas aspirações (…). Automóvel, Senhor da Era, Criador de uma nova vida, Ginete Encantado da transformação urbana, Cavalo de Ulysses posto em movimento por Satanás, Gênio inconsciente da nossa metamorfose!"
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