sexta-feira, 29 de abril de 2011

O SAGRADO NAS ATITUDES


A Cultura Japonesa
Por Monja Coen

Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.
Kokoro  ou Shin significa coração-mente-essência.  Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?
Outra palavra é gaman: aguentar, suportar.  Educação para ser capaz  de suportar dificuldades e superá-las.  Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo  de duas maneiras. 
A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.
A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.
Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém.  Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área.  As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.
Não furaram as  filas para assistência médica ___ quantas pessoas necessitando de remédios perdidos ___ mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica,  alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte. Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques.  Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam.  Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.
Sumimasen é outra palavra chave.  Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver.  Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta.  Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo.  Sumimasem.
Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas. O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei.  Cada um de nós é o todo manifesto.
Ao acompanhar as transmissões na TV e na Internet, eu pude pressentir a atenção e o cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico.  As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de  resgate e delicadamente transportadas ___ quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.
Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”. Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas.  Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.
Aprendemos com essa tragédia  o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória,  nada é seguro neste mundo,  tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.
Reafirmando a Lei da Causalidade, podemos perceber como tudo  está interligado, e que nós humanos não somos, e jamais seremos, capazes de salvar a Terra.  O planeta tem seu próprio movimento e vida.  Estamos na superfície, na casquinha mais fina.  Os movimentos das placas tectônicas não têm a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos.  O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos.  E isso já é uma tarefa e tanto.
Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem; que a paciência leva à tranquilidade; e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução. Esse exemplo de solidariedade, de bravura, de dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.
Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e a respeitar.
Havia pessoas suas conhecidas na tragédia? Me perguntaram. E só posso dizer: todas.  Todas eram e são pessoas de meu conhecimento.  Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência.  Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Buda.
Mãos em prece (gassho)
Monja Coen

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mundo sustentável - é possível!!!

Parede de açúcar

Por Casa e Jardim Online
A sustentabilidade está em alta em todos os setores na atualidade e, na decoração, não poderia ser diferente. Aproveitando a onda dos produtos ecológicos, a empresa norte-americana WallArt lançou estes painéis com relevos, feitos com o bagaço da cana-de-açúcar. Por isso, além de terem um lindo efeito estético, as peças são 100% recicladas e biodegradáveis. Confira o resultado nas imagens abaixo:

Divulgação
Divulgação
Divulgação
Divulgação
Divulgação

Colaboração Brenda Boeschenstein

A PAZ NO TRÂNSITO

    
                                                           Carro da Fiat movido a energia solar
Postado por Sandra UGA
     Disposição não falta, ideias muito menos, só precisamos das pessoas se manifestarem e começarmos nossa jornada do bem, construindo uma sociedade mais solidaria e menos estressada porque estaremos canalizando nossas energias em atitudes dignas e ecologicamente corretas.
Aqui em Brasília não se buzina a não ser em casos extremos, respeitamos as faixas de pedestres, mas estamos com uma infinidade de carros nas ruas e na hora do rush sentimos o quanto é difícil não se estressar e do jeito que a coisa anda daqui para frente ficará mais complicado ainda. Portanto vamos nos mobilizar em iniciativas que estimulem a Carona Solidária e andar de bicicleta até o dia que pudermos usar carros a base de energia solar ou outro tipo de combustível que não agrida o meio ambiente, ou carros menores para dois passageiros, três no máximo isso porque a maioria de nós anda sozinho, em carros grandes que consomem e ocupam mais espaço.
O carro na simbologia arquetípica quer dizer o corpo que transporta a mente e o espírito. O condutor representa o Eu interior, ou seja, você pode identificar-se agindo por meio do seu Eu inferior (quando acontecem as desgraças) ou pode ser dirigido literalmente pelo seu Eu Centrado, Superior o que respeita tanto a si mesmo como às outras vidas. Se ficar confuso, explico: Quando você entra no seu carro, ele se torna uma extensão de seu caráter, portanto quando o meio de transporte se torna o meio de desrespeito, infrações e agressões você estará sendo guiado pelo mau caráter, má educação e má índole. O mais acertado seria usarmos o transporte como facilitador para chegarmos a determinado lugar. Sem dúvida nenhuma o carro, a roda, o transporte é a invenção mais espetacular que existe para nos locomovermos no dia-a-dia. Facilitando nossa vida, mas precisamos compreender o quanto também é importante vivermos em paz no trânsito, demonstrando nosso lado centrado, habilitado não só em saber dirigir, mas ser dirigido pelo seu lado bom, gentil e respeitador das leis e dos cidadãos irmãos. Em muitos casos também queremos revidar uma fechada, um ou outro delito inconsequente, mas se fizermos isso por mais que tenhamos a razão estaremos fadados a renunciar a paz tão requerida pelos milhares de pessoas que precisam dirigir.
 O caos nas rodovias, nas cidades, nas ruas, não pode mais continuar, precisamos nos sensibilizar, criar condições de transporte coletivos mais eficientes, para isso precisamos pressionar os órgãos competentes em desenvolver alternativas educacionais principalmente para motoristas profissionais, estes têm de dar o exemplo mais ainda. Promover concursos de modelos de transporte que avisem quando existe risco de ultrapassagem e permitir a utilização de intermediários moveis que não podem circular nas cidades.
 Bom, essa é uma sugestão que depende de muitos recursos e de órgãos governamentais, mas a semente aqui na UGA foi plantada, agora vamos rega-la e depositar a confiança em nosso Eu Superior para conseguirmos alcançar o objetivo nosso e do mundo todo, a Paz no Trânsito.
Sandra UGA

terça-feira, 26 de abril de 2011

MARCOS TERRA NA UGA

´

Concretização de um dos objetivos da UGA - Divulgar esse trabalho magnífico do Prof. MARCOS TERRA  da UNEB. E parabéns pelo seu aniversário, comemoração em dobro.



ONDE ESTÁ O CÉU?

"Seja feita a tua vontade,  assim  na  terra  como  no  céu" (Mateus 6.10).

Uma professora da Escola Dominical estava  ensinando sua classe sobre o céu.
Ela fez uma pergunta:  Onde é o céu?
Um dos meninos presentes, com um grande sorriso nos lábios, respondeu:
É lá em casa,  desde que o papai tornou-se cristão.

Por pior que seja o lugar onde nos encontramos, por mais difícil que seja a convivência, por mais  desagradáveis que sejam as atitudes ao nosso redor, quando Cristo chega, através do nosso testemunho, tudo se transforma.
A presença do cristão - e da alegria que ele  transmite -  faz do lugar mais escuro um local de brilho intenso...
De uma casa envolvida por atritos e desentendimentos, um oásis de paz e tranqüilidade.
Por mais tenebroso que seja o ambiente, quando Cristo chega ao coração, ali se estabelece imediatamente o céu.
Muitas vezes  temos murmurado diante das aflições deste mundo.
O  nosso  local de trabalho tem sido um  lugar insuportável.
A rua em que moramos é a própria visão da maldade.
A nossa casa vive momentos tão turbulentos que até julgamos já estar no inferno.
E, por que tem acontecido isso? Pode ser também nossa culpa?
Temos nesses lugares dado o exemplo de uma vida dedicada a Deus?
Temos assumido nossa condição de sal da terra e luz do mundo?
Temos sido uma bênção em cada um desses lugares?

A pessoa transformada pelo poder de Jesus Cristo precisa estar  consciente de que pode fazer do lugar onde pisa a planta de seus pés...
O melhor lugar para alguém estar...
Semeando amor, ternura, esperança,  fé, felicidade  que  tantos  esperam  com  ansiedade.
O inferno desaparece. O céu assume o controle quando fé em Jesus está presente.


Contribuição da amiga Aimé e sua prima.



 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

EVOLUÇÃO DO HOMEM.. OU MELHOR DIZENDO A EVOLUÇÃO FÍSICA DO HOMEM...IMPERDÍVEL!!

PRECISAMOS COMPREENDER QUE A EVOLUÇÃO DO HOMEM OU HUMANA É CONSTITUIDA DO ELEMENTO MATERIAL OU FÍSICO E DA ALMA OU ESPIRITUAL.
PORTANTO QUANDO ESTUDARMOS OU PESQUISARMOS SOBRE A EVOLUÇÃO DO HOMEM PRECISAMOS AGREGAR VALOR ÀS TEORIAS EXISTENTES, FAZENDO REFERENCIA A ALMA DO SER HUMANO QUE TEM UMA EVOLUÇÃO DE CERTA FORMA DIFERENCIADA.
PODEMOS DIZER QUE A ALMA EXISTE EM SEUS DIFERENTES ASPECTOS.
"A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem",
Léon Denis










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PALAVRA CHAVE PARA UMA VIDA MELHOR - SUSTENTABILIDADE

SUSTENTABILIDADE




Na Amazônia, 8.600 áreas do tamanho do Maracanã são desmatadas a cada dia.
São 154.000 árvores por hora.
Calcula-se que em 2050 mais de 45% da população mundial não contará com a porção mínima de água.
A água fresca corresponde apenas a 2,4% da água do mundo.
Apenas 0,02% está disponível em rios e lagos pronta para consumo.
O derretimento das geleiras ocorre 3 vezes mais rápido que nos anos 80.
A elevação do nível do mar em um metro expõe 145 milhões de pessoas a enchentes.
O QUE ESTAMOS FAZENDO?
NÃO COMPROMETA AS FUTURAS GERAÇÕES
COLABORE COM O MUNDO
Diga não às pontas de cigarro, elas levam 10 anos para se decompor, muitos animais que as comem acidentalmente morrem. Já não está na hora de deixar de fumar?
Use os dois lados de uma folha e recicle.
O papel exige uma surpreendente quantidade de madeira e energia para ser produzido.
Use menos o grampeador. Se 10 milhões de funcionários de escritórios usassem um grampo a menos por dia, seria economizado quase 100 toneladas de aço por ano.
Tire o carregador da tomada quando não estiver utilizando.
Se 10% dos donos de celulares no mundo fizessem isso quando a bateria já estivesse carregada, o consumo de energia seria equivalente à utilizada por 60 mil residências europeias.
Ajude plantando uma árvore.
As árvores limpam o ar e produzem oxigênio.
Uma árvore pode absorver até 360 quilos de CO2 por ano.
Evite sair de carro. Usar um litro de gasolina produz 2,4 quilos de CO2. Desligue o motor quando estiver esperando alguém. O ar e o seu bolso agradecem.
Recicle latas de refrigerante. Uma televisão pode funcionar 3 horas com a energia economizada com a reciclagem de apenas uma lata.
PELO FUTURO, PELA VIDA, POR NÓS.



O LIXO NOSSO DE CADA DIA


vamos gente

A UGA ESTÁ PLANTANDO SAÚDE




Horta comunitária
Já pensou em cada condomínio, escolas, e parques termos uma horta para a comunidade se deliciar com verduras e hortaliças fresquinhas tiradas na hora sem uso de agrotóxicos!? Estamos convocando a população para começarmos uma revolução do saudável e construirmos em cada espaço disponível hortas, viveiros e produzirmos descentralizando e permitindo em cada canto um canto de verduras, leguminosas e cheiros verdes.
 Já pensou da sua janela você vê os alecrins o manjericão e temperar seu almoço com um sorriso gostoso por ter colhido agora aquela salsinha e cebolinha que deixa tudo mais saboroso!?
Uma ideia é a de fazer uma programação para cada dia uma pessoa cuidar, dessa forma ninguém ficará cansado. Cole uma tabela com o nome das pessoas que querem ajudar na horta comunitária, um responsável arrecadará uma contribuição para começarem comprando a terra, adubos e sementes. Chame a família, vizinhos e amigos quem contribui mesmo sendo com sua mão de obra poderá se beneficiar na colheita.
As crianças adoram mexer na terra, deixem que elas ajudem assim estaremos incentivando para que elas tenham uma alimentação mais rica e com certeza muito mais saudável.
A UGA está providenciando a autorização para as hortas nos locais públicos como parques e praças disponíveis para este fim. Logo, logo estaremos vendo florescer uma atitude saudável e solidaria para com nossa população, que é bombardeada com propagandas de alimentos não muito recomendados para uma boa nutrição.
Vamos começar já. Conversem com o sindico do seu prédio, ou do seu condomínio e se você mora em um bairro que tenha um terreno baldio, convoque seus vizinhos comece animando o pessoal e se tiver algum problema para comprar a matéria prima da horta, procure um empresário do ramo, com confiança vocês conseguirão, tire fotos ou faça um vídeo e mande pra gente, OK? Nós publicaremos sua iniciativa com muito orgulho e felicidade, porque é dessa forma que conseguiremos construir um mundo bem melhor, mais saudável e feliz. A UGA agradece desde já porque sabe que alguém em algum lugar vai se ligar e aceitar nossa sugestão e estaremos formando nossa Rede do Bem.
 Assim seja Amém, Namastê, Fique com Deus, Seja FelIZ








antes da UGA existir já existia gente antenada na saude.



ANIMAGOGIA PRESENTE NA UGA

 1º Artigo sobre ANIMAGOGIA

Sinalizar esta mensagem 1º Artigo sobre ANIMAGOGIA
Sábado, 23 de Abril de 2011 17:15
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 A animagogia não é mais uma doutrina, é prática diária de transformação interiorAdilson

 
Animagogia é um termo que cunhamos em 2003 para se referir, primeiramente, ao trabalho de esclarecimento espiritual que realizávamos com desencarnados desde 2001, buscando ajudá-los a manifestar toda sua Luz, libertando-se do Ego, uma espécie de “sujeira” ou agregado que o envolve. Para melhor compreensão, vamos imaginar um escultor que, ao tirar o excesso de mármore, revela uma bela imagem que se ocultava no interior daquele bloco. Enfim, como dizem os Orientais, ninguém se torna aquilo que já não é. Ou seja, só podemos nos tornar seres iluminados se a Luz já estiver dentro de nós. Não temos como alcançar aquilo que não se encontra dentro de nós. assim, se nós somos a imagem e a semelhança de Deus e Ele é amor, isso significa que o Amor e a Felicidade são inerentes. Não precisamos buscá-los fora de nós. E esse é o foco da Animagogia: ajudar o espírito a se libertar do Ego, ou seja, da consciência humanizada que ele ainda guarda, mesmo após a morte, e que o faz sofrer ou não perdoar aquele que ele imagina ser o seu algoz.
Nesse sentido, o espírito só se transforma em um obsessor ou pratica o chamado “assédio extra-físico” porque não se libertou dessa consciência provisória importante para a sua vida humanizada. Ao se libertar, ele vivencia algo como o despertar de um sonho. Percebe que não faz mais sentido continuar perseguindo o outro ou alimentar os vícios que cultivava na Terra.
Porém, a partir de 2005, notamos que não adiantava ficar esclarecendo o desencarnado e não fazer nada nesse sentido para o encarnado. Assim, o termo Animagogia passou a ser usado por nós em um contexto mais amplo. Todo e qualquer trabalho educativo de libertação do Ego passou a ser chamado de Animagogia, não importando se ele era realizado com encarnados ou com desencarnados. O que importava para caracterizar um trabalho educativo como Animagogia era o objetivo a ser alcançado. E,  no caso de um encarnado, o foco é ajudá-lo a compreender que ele não é um ser humano que, eventualmente, tem experiências espirituais. Ao contrário, ele vai se libertar de inúmeros sofrimentos quando tomar consciência que ele é um espírito eterno passando, momentaneamente, por experiências humanas. Quando você descobre que o espírito É, enquanto o ser humano apenas existe, deixa de fazer sentido boa parte dos sonhos e dos desejos humanos, assim como a vontade de ser poderoso, ter fama etc.
Um dos ensinamentos (psicosofia) da Doutrina espírita que a Animagogia valoriza é o que está presente na questão 258 de O Livro dos Espíritos onde encontramos a seguinte afirmação: o espírito escolhe um gênero de provas para vivenciar na Terra antes da encarnação. Ou seja, não foi por acaso que alguém nasceu homem ou mulher, rico ou pobre, brasileiro ou alemão, entre outras ilusões criadas pelo Ego e que geram sofrimento. Sabendo que não somos vítimas do destino, mas que estamos vivenciando somente aquilo que está de acordo com o gênero de provas que solicitamos, fica mais fácil vencer o Ego. Aliás, para vencer o Ego basta fazer exatamente as mesmas coisas que já fazemos, porém, não mais cegamente, guiados por impulsos, mas compreendendo que estamos representando um papel, como o artista de uma novela.
E o mais importante para vencer o Ego é vivenciar esse personagem com amor, ou seja, colocando amor em tudo aquilo que o nosso personagem fizer, não se preocupando se é algo importante ou não, segundo a ótica humana. Em outras palavras, para o espírito não importa se nosso papel como seres humanizados é o de coletar lixo ou o de operar alguém. Se esse ato material for realizado com amor, ilumina-se; se não houver amor, o espírito continua com a mesma quantidade de sujeira impedindo que sua Luz brilhe naturalmente. Por isso, não é o ato material que importa, mas como o mesmo é vivenciado.
Além disso, compreendendo que o ser real, o EU (o espírito), não é afetado pela matéria, a Animagogia procura ajudar o ser humanizado a vivenciar toda e qualquer vicissitude, seja ela positiva ou negativa, sempre com equanimidade, ou seja, com o mesmo estado de ânimo, não ficando eufórico nos momentos positivos ou agradáveis e nem ficando desesperado nos momentos negativos ou desagradáveis.
E qual é o fundamento teórico da animagogia?
Como a Animagogia não é uma doutrina ou uma religião, mas sim uma prática educativa, ela tem pressupostos teóricos. Estes se baseiam na psicosofia (sabedoria espiritualista) transmitida por seis mestres: Lao-Tsé, Krisna, Buda, Jesus, Espírito Verdade e Gandhi. Se pensarmos sem preconceitos, vamos tomar consciência que a cientificidade da Animagogia é a mesma de qualquer outra proposta educativa, mesmo da mais materialista, já que até a existência da matéria é uma pressuposição teórica e não um fato. Nenhum cientista realmente sério foi capaz de provar que a matéria é ou que a vida se resume àquilo que é captado pelos cinco sentidos. O materialismo também é uma crença e não uma verdade comprovada. Não adianta dizer “eu só acredito naquilo que meus olhos vêem”, pois a ciência já demonstrou que o olho não vê nada, apenas recebe luz. Quem, de fato, “vê” é o cérebro, após decodificar determinadas e limitadas ondas visuais. Além disso, em sua essência, o próprio cérebro não passa de um amontoado de átomos ligados por um determinado campo de força. Em suma, o cérebro existe, mas não É.
Além disso, é importante não se esquecer que Krishna não criou as diferentes religiões e seitas hinduístas, apesar de muitas se fundamentarem em seus ensinamentos. Da mesma forma, Jesus não criou o catolicismo, o protestantismo ou qualquer religião que se diz cristã, e muito menos daquelas que cultuam os ensinamentos (psicosofia) presentes no Antigo Testamento, no qual Deus se assemelha a um carrasco que distribui punições e castigos. Por isso é importante saber distinguir a psicosofia desses mestres e as religiões que foram criadas por seus discípulos.
Resumidamente, é em Lao-Tsé, nos vários poemas que formam o Tao Te Ching, que vamos compreender que o Ego nos afasta de Deus. Também encontramos as quatro virtudes (não-lutar, não-saber, não-ação e não-desejo) que são os caminhos para se libertar das verdades criadas pelo Ego e conseguir vivenciar o Amor universal, a Felicidade incondicional e a Fé, sentimentos que estão na essência dos ensinamentos dos demais mestres.
Em Krishna, por exemplo, é a Fé incondicional que encontramos. Em seus ensinamentos conseguimos compreender que de fato Deus é a causa primária de todas as coisas. Assim, tendo fé em Deus e não em doutrinas, seitas ou religiões, conseguimos passar pelas vicissitudes da vida com os dois sentimentos mais importantes do espírito: a Felicidade e o Amor. E vivenciar sua vida humanizada sempre Feliz é a essência dos ensinamentos de Buda, lembrando que Felicidade é diferente de euforia, como alguns neurocientistas parecem acreditar. A Felicidade ensinada por Buda é a Paz interior, uma sensação de equilíbrio e plenitude que não tem relação alguma com a euforia que vemos, por exemplo, em torcidas de futebol após um time ser campeão. A Felicidade que Buda ensina é universal, ao contrário da euforia. Para esta existir, alguém precisa, necessariamente, perder. Essa sensação prazerosa que se obtém quando se conquista algo, mas que necessita que alguém, de outro lado, perca, nunca poderia ser chamada de felicidade, segundo Buda.
Em seus ensinamentos conseguimos compreender que os apegos e as aversões a qualquer coisa que aconteça é o que nos faz ficar eufóricos ou sofrer. Vivendo uma vida livre de apegos ou aversões, a Felicidade, que é um estado natural do espírito, consegue se fazer sempre presente em qualquer momento, não importa se estamos diante de um fato agradável ou desagradável. Como dissemos, Felicidade é paz interior, é equilíbrio, é estar bem consigo mesmo, não importa o que acontece externamente.
E o amor é o sentimento magno. É o sentimento que deveríamos colocar em todas as nossas ações. Para a Animagogia, o espírito Puro apenas pulsa amor, na forma de energia indelével e criadora de formas mentais, astrais e físicas harmoniosas. Quando nos libertamos do Ego, a consciência provisória que nos impede de expressar nossa verdadeira essência (e que nos leva a pensar o mundo dividido em “vítimas” e “algozes”, em “certos” e “errados” entre outras falaciosas dicotomias), não conseguimos mais ter ódio ou rancor de ninguém, não importa o que esse fale ou faça. Mesmo aquele espírito humanizado que age motivado pelo Ego será alvo da nossa ação amorosa, receberá nossas vibrações de apreço, pois, de uma ou outra forma, ele também será um instrumento nas mãos de Deus, que vai usar o sentimento não-amoroso nutrido por ele para criar as provas dos demais, escolhidas antes da encarnação. É por isso que nossos atos nunca serão injustos. Da mesma forma, tudo o que o outro fizer conosco também não será nunca injustiça. Cada um apenas recebe, no plano físico, o que necessita e merece, a cada momento de sua existência. Mas tem resguardado o livre-arbítrio para expressar ou reagir com amor ou com egoísmo às situações que aparecerem em sua vida humanizada.
Assim, liberto das verdades criadas pelo Ego é possível amar universalmente. Quando se tem essa compreensão é possível não se ofender com nada que aconteça ao nosso personagem humano Mas, se por alguma razão, acreditarmos no Ego e nos ofendermos, podemos, em seguida, perdoar, como ensina Jesus nos evangelhos.
Em suma, somos livres para vibrar sempre energia amorosa para a “vitima” e para o “algoz”, tratando a todos com equanimidade, inclusive a nós mesmos, aceitando o nosso personagem da forma como o criamos: gordo ou magro, feio ou bonito, atraente ou repelente, homem ou mulher, preto ou branco etc.
Como dissemos, a Animagogia, atualmente, é realizada tanto com desencarnados (em reuniões mediúnicas criadas para esse fim) e com encarnados. Porém, seu objetivo básico é auxiliar na libertação das verdades criadas pelo Ego, o que é feito através de um diálogo fraterno e do uso de recursos complementares, que vão ajudar nesse processo (reiki, florais, cromosofia, dialogo com espíritos, regressão de memória etc.).

 

RIO DE JANEIRO MANDANDO VER NA UGA

COLABORAÇÃO DA QUERIDA Sonia Maria Andrade Mazza
OUTRA DICA DO RIO DE JANEIRO VEM DO PREFEITO



domingo, 24 de abril de 2011

ATITUDES PASCAIS

A UGA deseja à todas as famílias uma Feliz Consagração do Amor de Cristo Ressuscitado em nossas vidas. Feliz Páscoa.


Pintura de Sandra Boeschenstein "A consagração do Vinho e do Pão."



Atitudes pascais
Pe. Rafael Vieira, CSsR

Os judeus a celebram como memória-agradecida pela libertação do cativeiro egípcio. Libertação do cativeiro, que fique bem claro! O Deus de seus pais realizou grandes coisas em favor do povo e instruiu as famílias a fazerem uma refeição ritual para marcar, perpetuamente, esse fato inesquecível. No tempo de Jesus, a Páscoa dos judeus já estava descaracterizada dessas intenções originais. Flagrantemente oprimiam, para celebrar o rito de libertação da opressão. Jesus, o Justo e Santo, foi assassinado, com refinada covardia, na véspera da Páscoa. Mas Ele próprio a celebrou retomando seu sentido primeiro e oferecendo-se como novo cordeiro. Não é muito diferente do cenário de hoje em relação à Páscoa de Cristo.
Olho para nossas igrejas e ouço tanto barulho.  Vejo tanto penduricalho. Constato a passagem da tsunami do consumo no coração de nossas comunidades de fé. Por onde passa com seus ovos de chocolate deixam pelo caminho pessoas confusas, apatia generalizada e muito lixo espiritual representado pelas repetições vazias. A ceia da Páscoa realizada por Jesus terminou com um gesto extraordinariamente prático: o lava-pés. Não há chances para escamotear o sentido da Páscoa cristã levando-o para o etéreo. Jesus “tira o manto” e se “abaixa” para lavar os pés dos discípulos como “Mestre e Senhor”, professor e Filho de Deus. Para ensinar e para dar testemunho a respeito do único compromisso que se deve fazer com os céus: servir por meio da reverência ao outro como lugar da morada divina.
Celebrar a Páscoa, para nós cristãos, em abertura para todas as outras manifestações da fé presente nas igrejas e em outras religiões como também em atitude de respeito pelas pessoas que escolheram não abraçar uma instituição religiosa, é o mesmo que celebrar o compromisso de servir, de reconhecer no irmão e na natureza, a presença do ressuscitado. Páscoa em Cristo é passagem da hostilidade e da indiferença para a compaixão; a superação do egoísmo; a saída do fechamento em torno dos próprios interesses e a descoberta do amor pelo semelhante de todas as raças, de todas as cores, de todos os credos; o distanciamento da lógica do “bateu, levou” para um abraço na ética da não-violência; o abandono consciente da mania de julgar para o acolhimento do outro como ele é e uma decidida atitude de fazer o bem sem contabilizar o retorno. Generosidade.
Páscoa. Mudança para uma vida melhor e iluminada. Cristo vive em cada sorriso.
Abraço fraterno ao pessoal da UGA.
Pe. Rafael Vieira, CSsR
                                                     Pintura de Sandra Boeschenstein " A Santa Ceia"


A UGA HOMENAGEIA
Sathya Sai Baba
Visto como uma divindade por milhões de seguidores

Guru indiano Satya Sai Baba morre aos 84 anos



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